Das Noites Para a Vida


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História recebida por R. A. (identidade preservada) em 14/08/17.

Eu fiz 10 anos de terapia…

Em 1998 tive que ser internada por depressão. Comecei tomando Fluoxetina (na época, o famoso Prozac).

Tive minha única filha em 2000, uma criança não desejada, pois eu não vivia com o pai dela. Passei minha gestação tomando antidepressivos e remédios para dormir, mas após o parto fiquei feliz com ela. Não desenvolvi a tal depressão pós parto, pelo contrário, gostei da ideia de ser mãe.

Em 2002 conheci a Dra. J.(identidade preservada), psiquiatra que muitas vezes me “ressuscitou”.

Não por falta de opção, me tornei prostituta. Larguei emprego para ter “vida fácil “. Pode parecer estranho considerando este mundo, mas nunca bebi, nunca me droguei ou me envolvi com vagabundos. Tive até grandes amores na noite… Um deles (por ironia do destino) era psiquiatra!

Dr N. (identidade preservada), largou família para viver comigo! Eu me achava o máximo… Mas santo de casa não faz milagres. Larguei tudo por ele…

Eu era possessiva e só queria “vida boa”. Minha doutora dizia que eu era bipolar enquanto ele dizia “não, tu tens depressão cronica”!

Quando nos separamos, pensei que era meu fim…

Voltei a me prostituir…

Me relacionei depois com um engenheiro mecatrônico, 7 anos mais jovem. Eu fiz da vida dele um inferno! Engravidava (sem querer!) e depois abortava… Ele também ficava muito mau. E eu na prostituição… até que em um dia ele resolveu pôr fim na relação e me joguei na frente de um carro em movimento! Não quebrei nem a unha da mão.

Eu só pensava em mim. Não ligava para minha filha. E continuava com terapia e antidepressivos juntamente com estabilizadores de humor como o Rivotril…

Até que em 2014, após anos de terapia, resolvi mudar de vida. Após tentativas frustradas de começar faculdades, resolvi fazer as didáticas para o magistério! Nessa altura do campeonato já não era mais moça, então larguei a prostituição.

A grana diminuiu consideravelmente e precisei parar com as consultas.

Fui fazer estágio num berçário 2. Ali comecei a ver “luz” no fim do túnel…

As crianças me alegravam… Eu adorava brincar, dançar, pular, cantar. Era outro ambiente. Ali existia vida!

Fiquei 18 meses estagiando. Só sai de lá porque não quis fazer estágio obrigatório e ganhava muito pouco. Foi nessa época de trabalho com os bebês que parei com os antidepressivos.

Tenho uma filha agora com 17 anos que precisa de mim. Sou pai e mãe. Então não tenho tempo para pensar besteiras.

Gostaria de ser rica… (risos) mas não para futilidades.

Abrigaria bichos abandonados.

Outra coisa interessante: eu nunca fui ligada em animais. Quando virei “gente” adotei um gato. Hoje tenho 4 e somos felizes. Os animais também me ajudaram nessa fase…

Ninguém é 100% feliz. Todos temos frustrações, preocupações. Mas a saúde… Isso sim vale mais que tudo, tanto física como mental.

Se eu pudesse dar um conselho para alguém com depressão, seria: adote um bichinho, brinque com crianças, faça o bem… e estou bem!

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